domingo, 14 de fevereiro de 2016

O Jovem Príncipe e a Verdade: peça contemporânea conjuga música e humor


Considerado um dos melhores espetáculos de 2014, o musical infanto-juvenil fará turnê pelo sudeste brasileiro em março.

O espetáculo musical infanto-juvenil O Jovem Príncipe e a Verdade, com direção de Regina Galdino, estreou em janeiro de 2014 em São Paulo/SP. No mesmo ano recebeu indicações ao Prêmio FEMSA por Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Ator Coadjuvante, e foi considerado pela Revista Veja e Revista Crescer como uma das melhores peças em cartaz. O texto de Jean-Claude Carrière ganhou música original, executada ao vivo, assinada por Fernanda Maia. A peça conta a história do Jovem Príncipe que, para se casar com sua amada, sai pelo mundo em busca da Verdade, acompanhado pelo engraçado Contador de Histórias.
Esta divertida comédia tem elenco afiado, formado por Alexandre Meirelles, Filipe Peña, Leonardo Santiago e Amanda Banffy (que também assina a tradução da peça e a direção de produção). A ficha técnica traz ainda Luis Rossi na cenografia, Fran Barros na iluminação e Rosângela Ribeiro no figurino.

Ator: Leonardo Santiago - Foto: Marília Scarabello
 A montagem foi selecionada pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2015/2016 para realizar uma turnê no mês de março de 2016, com apresentações em seis cidades do sudeste brasileiro, abrangendo três estados: São Paulo (São Bernardo do Campo, São José do Rio Preto e Santo André), Rio de Janeiro (São Gonçalo e Rio de Janeiro) e Espírito Santo (Cachoeiro de Itapemirim). Todas as apresentações serão gratuitas para a população, contarão com um intérprete de libras realizando tradução simultânea e ao final das sessões haverá debates com público sobre o tema da peça e o processo de trabalho artístico. A equipe também realizará oficinas de teatro gratuitas para crianças e encontros com grupos de teatro locais para troca de experiências em todas as cidades.

O Jovem Príncipe e a Verdade é a única peça para crianças escrita por Carrière - autor francês contemplado com prêmios como Oscar, Molière e César por diversos trabalhos. É uma história baseada em "contos filosóficos" (não moralizantes) da tradição oral de todo o mundo. O autor ganhou fama por colaborar na escrita de Mahabharata, de Peter Brook, e de quase todos os filmes de Buñuel, inclusive Bela da Tarde e Discreto Charme da Burguesia.


Segundo a diretora Regina Galdino, o texto foi transformado em musical sem perder seu caráter filosófico e simbólico, nem o poder de síntese proposto pelo autor. “As músicas dialogam com o texto e as letras são inteligentes e divertidas”, comenta. Tarefa executada com primor por Fernanda Maia, profissional reconhecida pelos prêmios Shell, APCA, Femsa, entre outros.

O enredo ganha ritmo e descontração com músicas como “O Burro”, “O Príncipe”, “Ao Norte, ao Sul, a Leste e a Oeste” e “O Crocodilo”. Elas funcionam tanto para apresentar personagens, quanto para narrar a história, mostrar a passagem de tempo ou sublinhar as diferentes regiões por onde os personagens passam. Para acompanhar a interpretação dos atores, o espetáculo tem a participação de dois músicos: Eduardo Albertino (no piano) e Marcos Rochael (no clarinete).
Foto: Marília Scarabello
O enredo

A história de O Jovem Príncipe e a Verdade é inspirada, entre outros, em um antigo conto indiano (A Mentira da Verdade), sobre um príncipe que recebe a missão de encontrar a “Verdade” para poder se casar com a jovem que ama. Pronto para cumprir sua missão, o Jovem Príncipe (Leonardo Santiago) inicia uma viagem pelo mundo, sempre acompanhado pelo Contador de Histórias (Filipe Peña); este personagem foi inspirado no hilário Nasreddin Hodja, homem de grande senso de humor que viveu no Oriente Médio, contador de anedotas e que tinha sempre uma resposta na ponta da língua para todo o tipo de pergunta. Juntos, eles vivem incríveis aventuras em cada região por onde passam. 

Regina Galdino explica que “como Carrière cria a figura do ‘narrador’ (o Contador de Histórias) baseado na figura de Nasreddin Hodja e o ‘Jovem Príncipe’ tem origem em um conto indiano, os dois personagens foram mantidos no universo oriental. E eles passeiam pelas diferentes situações propostas no texto, atravessando diversas regiões e períodos históricos, misturando oriente e ocidente por meio do contato com os outros personagens”. 

O Jovem Príncipe, porém, não encontra uma definição simplista para a “Verdade”. O tema é tratado como uma surpreendente questão filosófica. Sua jornada é uma grande metáfora: um jovem em busca do amadurecimento, até se tornar um homem capaz de contar sua própria história. O espetáculo consegue, com maestria, provocar reflexão, curiosidade e muitas gargalhadas. E o final desta história está bem longe do típico “felizes para sempre” dos contos de fadas. O Jovem Príncipe e a Verdade promete surpreender.

Mais informações na Fanpage: www.facebook.com/ojovemprincipeeaverdade

Fanpage da produtora: www.facebook.com/banffyarte

Ficha técnica
Espetáculo: O Jovem Príncipe e a Verdade
Autor: Jean-Claude Carrière
Tradução: Amanda Banffy
Direção geral: Regina Galdino
Elenco: Alexandre Meirelles (diversos personagens), Amanda Banffy (diversos personagens), Filipe Peña (Contador de Histórias), Leonardo Santiago (Jovem Príncipe), Eduardo Albertino (piano) e Marco Rochael (clarinete).
Direção musical e música original: Fernanda Maia
Cenografia e adereços: Luis Rossi
Figurino: Rosângela Ribeiro
Desenho de luz: Fran Barros
Operação de luz: Bianca Livonius (SP) / Henrique Andrade (RJ e ES)
Contrarregra: Tomé de Souza
Camareira: Cida Neves
Fotografias: Marília Scarabello 
Direção de produção: Amanda Banffy (Banffy Produções Artísticas)
Produção executiva: Fabio Hilst
Produtores locais: Sônia Varuzza (São Bernardo e Santo André/SP), Jorge Vermelho (S. J. do Rio Preto/SP), Renata Pimenta (RJ) e Luiz Carlos Cardoso (ES).
Coordenação de projeto: Daniella Angelotti
Coordenação administrativa: Cacildinha Produções
Patrocínio: Petrobras Distribuidora
Realização: Governo Federal e Ministério da Cultura

Este projeto foi selecionado pelo Programa Petrobras Distribuidora de Cultura 2015/2016.

Serviço

Dia 02/03/2016 às 14h e às 16h
Teatro Lauro Gomes
Rua Helena Jacquey, 171, Rudge Ramos, São Bernardo do Campo/SP.

Dia 16/03/2016 às 13h e às 15:30h
Teatro Municipal Paulo Moura
Avenida Duque de Caxias, s/n, Jd. dos Seixas, S. J. do Rio Preto/SP.

Dia 22/03/2016 às 13h e às 15:30h
Teatro Municipal de Santo André
Praça IV Centenário, s/n, Centro, Santo André/SP.

Dia 29/03/2016 às 13h e às 15:30h
Teatro Carequinha
Rua Oliveira Botelho, s/n, Neves, São Gonçalo/RJ.

Dia 30/03/2016 às 13h e às 15:30h
Teatro Glauce Rocha
Av. Rio Branco, 179 – Centro, Rio de Janeiro/RJ.

Dia 31/03/2016 às 13h e às 15:30h
Teatro Municipal Rubem Braga
Av. Beira Rio, s/n, Bairro Guandu, Cachoeiro de Itapemirim/ES.

Ingressos: Gratuito.
Gênero: infanto-juvenil.
Duração: 60 min.
Classificação: Livre.

Jean-Claude Carrière– autor

Nascido na França, em 1931, Jean-Claude Carrière é premiado roteirista, escritor, diretor e ator do cinema francês. Foi colaborador frequente do diretor Luis Buñuel e, menos frequente, de Peter Book. Foi ainda presidente da La Fémis, escola cinematográfica do estado francês. Sua colaboração com Buñuel começou com o filme Diário de uma Camareira (1964),para o qual ele co-escreveu o roteiro e também interpretou o papel de um padre da aldeia. Mais tarde, Carrière colaborou com quase todos os roteiros dos seus filmes, Incluindo A Bela da Tarde (1967), O Estranho Caminho de São Tiago (1969), O Fantasma da Liberdade (1974) e Esse Obscuro Objeto doDesejo (1977). Agraciado em diversas premiações, incluindo Oscar, César e BAFTA, ele escreveu ainda os roteiros de A Insustentável Leveza do Ser (1988), Cyrano (1990), Brincando nos Campos do Senhor (1991) e O Último Entardecer (1997). Colaborou com Peter Brook nas duas versões do antigo épico sânscrito Mahabharata. O Terraço foi indicado ao prêmio Les Molières, de melhor texto.

Regina Galdino - diretora

Regina Galdino é diretora teatral e atriz formada pela Escola de Arte Dramática - EAD/ECA/USP. Para o teatro lírico, dirigiu a ópera Idomeneo, de Mozart, no Teatro Municipal de São Paulo, com regência do maestro Rodolfo Fisher e, trabalhou com música erudita para o público infantil dirigindo os seguintes espetáculos, com autoria e interpretação de Andréa Bassitt: Operilda na Orquestra Amazônica, direção musical de Miguel Briamonte e camerata de seis músicos (indicado para seis categorias do Prêmio FEMSA 2013); A Flauta Mágica, o Maestro e a Feiticeira e Operilda na Ciranda de Villa-Lobos, regidos pelo Maestro João Maurício Galindo. Dirigiu O Barbeiro de Sevilha, de Clodoaldo Medina e O Carnaval dos Animais, de João Maurício Galindo, ambos com Cassio Scapin e também com regência de João Maurício Galindo. É uma das criadoras, junto com o maestro João Maurício Galindo e Cassio Scapin, da série Aprendiz de Maestro, onde dirigiu espetáculos de autoria de Andréa Bassitt para a série infantil TUCCA, por nove anos, na Sala São Paulo. Em teatro, entre outros, dirigiu; Intimidade Indecente, de Leilah Assumpção, com Irene Ravache e Marcos Caruso; As Pontes de Madison, de Robert James Waller, com Denise Del Vecchio e Marcos Caruso; As Turca, de Andréa Bassitt, com Cláudia Melo, Juçara Morais e Andréa Bassitt e Macbeth, de W. Shakespeare, com Evandro Soldatelli e Renata Zanetha. Dirigiu e adaptou o premiado Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, com Cássio Scapin. Dirigiu e é co-autora de Filhos do Brasil, Prêmio Shell/2000 de Melhor Música e As Favoritas do Rádio, com Andréa Bassitt e Luciana Carnielli, Premiado na Jornada SESC/94. Foi assistente de direção de Gianni Ratto e Myrian Muniz.

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